Bem, utilizo este, como não sabia porque outro canal expressar a minha opinião sobre o assunto mais debatido em Portugal, não, não estou a falar do militar da GNR e da criança, estou a falar do referendo do aborto.
Depois de ler e ouvir coisas, algumas delas opiniões e acções que me parecem elucidativas e coerentes e outras que considero serem um disparate pegado, através do jornal O Público, o Telejornal, A Grande Entrevista e noutros sítios que mais, tenho estado a desenvolver uma opinião nos últimos dias.
Primeiro, posso dizer que moralmente sou contra a opção aborto, mas a favor da sua legalização, porque acho que um casal, tem de ter a opção de fazer um aborto sem pagar balúrdios e num local com condições, não num matadouro qualquer, onde só estão interessados nos Euros que vão receber depois. E frisei casal, porque o facto de se discutir só a mulher como interveniente neste processo me parece ser minimalista, olha bolas, a mulher não concebeu sozinha o embrião. Poder podia, mas não estou a ver nenhuma mulher a realizar uma inseminação artificial só pelo “prazer” de ir abortar a seguir.
Não conhecendo as estatísticas, fomentando esta minha opinião só pelo conhecimento de casos, adquirido ao longo da vida. Acho que a maioria das vezes o aborto é praticado por jovens cujas primeiras experiências sexuais resultaram numa gravidez indesejada ou por casais cujas condições económicas não lhes permite prosseguir para a opção ter mais um filho. Eu penso que em ambos os casos, em que a gravidez não advém de uma situação traumática, devem ser bem explicado as possíveis repercussões que a opção aborto pode ter, maioritariamente no foro psicológico, porque isto de ficar o resto da vida a pensar como seria o meu filho, não deve ser uma situação nada agradável. Por isso, para mim, deve ser feito ver às pessoas que é necessário ponderar bem todos os facto, antes de recorrer à IGV. Eu espero que a legalização do aborto traga às pessoas esse apoio psicológico, necessário para o bem-estar de quem o faz.
Um aspecto que me deixa preocupado, e me parece bastante possível infelizmente, é a utilização da IGV como um tipo de método contraceptivo, mais ou menos como aconteceu com a pílula do 2º dia, que também dá panos para mangas. Eu acho que, se alguém a utiliza recorrentemente, desculpem meus amigos a agressividade, laqueação sem consentimento, primeiro por andar a gastar dinheiro indevido ao Estado, e depois porque já existem coisas chamadas contraceptivos para evitar a formação de uma protuberância na barriga da mulher. Agora mais a sério, acho que o processo deve ser todo muito bem controlado, como referi, mas deve-se dar um tratamento especial a quem o tente usar uma e outra vez.
Este debate, de que, mesmo que o aborto não seja legal deve ser despenalizado, parece-me um pouco ilógico. O que é que se passa a fazer? Aplica-se uma multa à mulher que o fez, e outra à clínica. Deixemo-nos de hipocrisias, não vamos deixar pessoas enriquecer à custa de outras com um problema tão grave em mãos.
Voltando a questão do meu moral, eu direi que muito dificilmente seria capaz de tomar a via do aborto, como já disse considero que meter essa opção só no lado do campo feminino não me parece bem, por muito que a vida me fosse virada do avesso. Experiência própria, uma pessoa a mais na família, renova e fortalece todos os laços. Embora não condene quem o faça, é já só de si difícil alguém viver com a situação, quanto mais ter pessoas a julgá-las por isso.
Sinceramente, não me apetece entrar pela discussão, será que há vida humana antes das 10 semanas ou não. Eu diria que vida há de certeza, humana, depende do conceito de cada um sobre o que define um humano.
Bem meus amigos, com isto me despeço, e espero ouvir algumas das vossas opiniões!